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PIB cresce 2,3% em 2025 e alcança os R$ 12,7 trilhões, impulsionado por safras recordes de milho e soja

4 de março de 2026
no Economia
Tempo De Leitura: 3 mins read
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PIB cresce 2,3% em 2025 e alcança os R$ 12,7 trilhões, impulsionado por safras recordes de milho e soja

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta terça-feira (3), o valor oficial do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2025, que foi de R$ 12,7 trilhões. O resultado mostrou crescimento de 2,3% em relação a 2024, com crescimentos de 11,7% da Agropecuária, de 1,8% dos Serviços e de 1,4% da Indústria.

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O PIB per capita — equivalente ao valor produzido por cada um dos habitantes do país, em média — avançou 1,9% ante 2024, batendo os R$ 59.687,49 em valores correntes.

Na comparação trimestral, na série com ajuste sazonal, o PIB cresceu 0,1% frente ao terceiro trimestre de 2025, com altas de 0,8% nos Serviços e de 0,5% na Agropecuária e baixa de 0,7% na Indústria.

A taxa de investimento em 2025 foi de 16,8% do PIB, contra 16,9% em 2024. A taxa de poupança, por sua vez, ficou em 14,4% em 2025, ante 14,1% em 2024.

Milho e soja puxam crescimento

O crescimento de 2,3% do PIB em 2025 está diretamente ligado ao avanço de 11,7% da Agropecuária, resultado do crescimento da produção e da produtividade na Agricultura. Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA/IBGE), várias culturas registraram crescimento da produção no ano, com destaque para milho e soja, que cresceram 23,6% e 14,6% respectivamente e alcançaram produções recordes na série histórica.

O avanço dos Serviços acompanhou todas as atividades do setor: Informação e comunicação (6,5%), Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (2,9%), Transporte, armazenagem e correio (2,1%), Outras atividades de serviços (2,0%), Atividades imobiliárias (2,0%), Comércio (1,1%) e Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,5%).

Já na Indústria, as Indústrias Extrativas destacaram-se positivamente, crescendo 8,6%, devido ao crescimento da extração de petróleo e gás natural. A Construção cresceu 0,5%, justificada pela alta da massa salarial real na atividade. Por outro lado, a Eletricidade e gás, água, esgoto e atividades de gestão de resíduos apresentou variação negativa de 0,4%, influenciada pela piora relativa das bandeiras tarifárias em relação a 2024, enquanto as Indústrias de Transformação registraram variação negativa de 0,2%.

Desempenho e expectativas

O resultado oficial do PIB de 2025 veio maior do que o esperado pelo governo federal, que, segundo estimativa do Ministério da Fazenda, calculava um avanço de 2,2% no ano. Contudo, o indicador frustrou previsões mais otimistas, como as alinhadas ao Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) de dezembro de 2025 — tido como a prévia do PIB —, divulgado pelo Banco Central em fevereiro. O índice do BC havia previsto crescimento de 2,5% para o PIB em 2025. Vale ressaltar que as metodologias de cálculo dos dois indicadores são diferentes, uma vez que o PIB do IBGE leva em conta a demanda, diferente do IBC-Br.

 

Com informações do IBGE.

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