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IPCA de agosto registra deflação de 0,11% puxada por energia, alimentos e transportes

11 de setembro de 2025
no Economia
Tempo De Leitura: 5 mins read
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IPCA de agosto registra deflação de 0,11% puxada por energia, alimentos e transportes

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo IBGE, registrou queda de 0,11% em agosto, a primeira deflação do ano. O resultado foi influenciado principalmente pelos grupos Habitação (-0,90%), Alimentação e bebidas (-0,46%) e Transportes (-0,27%), que juntos retiraram 0,37 ponto percentual do índice geral.

Na energia elétrica, o recuo foi de 4,21% em função do bônus de Itaipu, creditado nas faturas de agosto. No grupo alimentação, os destaques foram as quedas do tomate, batata-inglesa, cebola, arroz e café Já nos transportes, os preços de gasolina, etanol e passagens aéreas tiveram retração.

O conselheiro do Conselho Regional de Economia do Distrito Federal (Corecon-DF), Guidi Nunes, avalia que o alívio em agosto foi condicionado a fatores específicos. “Assim, o fator principal que pesou nessa influência foi o fator habitação, particularmente energia, que é o bônus de Itaipu. Na parte de energia, teve um desconto de 4,2%, que é só para agosto. Não vai ter, em setembro, esse desconto, então ela volta à normalidade”, aponta.

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Com o resultado, o IPCA acumula alta de 3,15% no ano e 5,13% em 12 meses.

Para o conselheiro, trata-se de um quadro positivo: “Esse cenário todo, inflacionário brasileiro é um cenário benigno. O Banco Central ainda tem uma taxa de juros alta, perseguindo a meta de inflação de 3%, sendo que o teto é 4,5%, e a inflação tem ficado, nos últimos seis anos, na faixa de 5%.”

IPCA: diferenças regionais  

O comportamento do IPCA em agosto variou entre as capitais (ver tabela abaixo). Vitória (ES) foi a que apresentou a maior alta, de 0,23%, puxada por energia elétrica e taxa de água e esgoto. Já Porto Alegre (RS) e Goiânia (GO) tiveram as maiores quedas, ambas de -0,40%, influenciadas pela retração nos preços da energia e da gasolina.

O gerente do IPCA, Fernando Gonçalves, reforçou essas variações. “Em termos de regionais, a maior variação do IPCA foi em Vitória, com alta de 0,23%, e a menor em Goiânia e Porto Alegre, com queda de 0,40%. 

Região Peso Regional (%) Variação (%) Variação Acumulada (%)
Julho Agosto Ano 12 meses
Vitória 1,86 0,10 0,23 3,56 5,30
Brasília 4,06 0,01 0,11 3,37 4,93
São Paulo 32,28 0,46 0,10 3,57 5,61
Fortaleza 3,23 0,11 -0,07 3,09 5,01
Curitiba 8,09 0,33 -0,07 3,33 5,46
Rio Branco 0,51 -0,15 -0,08 1,95 4,78
Salvador 5,99 0,02 -0,08 2,94 4,94
Belém 3,94 -0,04 -0,15 3,19 5,33
Recife 3,92 0,32 -0,24 3,09 4,58
Aracaju 1,03 0,28 -0,26 3,48 4,60
Belo Horizonte 9,69 0,22 -0,26 3,34 5,25
São Luís 1,62 -0,02 -0,27 2,60 4,88
Campo Grande 1,57 -0,19 -0,28 2,26 4,68
Rio de Janeiro 9,43 0,24 -0,34 2,35 4,63
Goiânia 4,17 -0,14 -0,40 1,68 4,85
Porto Alegre 8,61 0,41 -0,40 3,18 4,29
Brasil 100,00 0,26 -0,11 3,15 5,13

Fonte: IBGE

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.

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