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Vale inaugura usina com IA em Itabira e redefine padrões da mineração brasileira

12 de junho de 2026
no Economia
Tempo De Leitura: 6 mins read
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Vale inaugura usina com IA em Itabira e redefine padrões da mineração brasileira

Itabira (MG), o local que lhe deu origem, foi o endereço escolhido pela Vale para escrever um novo capítulo em sua história de 84 anos. Na cidade que viu nascer a mineradora, a empresa inaugurou a Usina Modelo — nome dado ao projeto de modernização da unidade Conceição2 —, tornando-a a primeira usina de alta tecnologia da companhia no Brasil a integrar Inteligência Artificial (IA) aos processos industriais de beneficiamento de minério de ferro. Com capacidade para produzir 11,2 milhões de toneladas por ano, a unidade passa a funcionar como laboratório vivo e referência para a expansão do modelo a outras operações da Vale no país e no mundo.

O projeto, que demandou investimentos de R$ 200 milhões, levou 1,5 ano para ser implantado e abrangeu 51 soluções para eliminação de gargalos e melhorias operacionais. Foram instaladas mais de 100 câmeras de monitoramento no complexo de prédios da usina, automatizados cerca de 7.300 instrumentos — incluindo novos dispositivos de medições avançadas e sensores — e implantada inteligência de dados capaz de controlar e otimizar mais de 400 variáveis em todas as etapas do tratamento do minério. O resultado, em menos de dois anos de projeto piloto, é um aumento de 25% na produtividade, com a unidade atingindo sua capacidade planejada. Em 2024, a produção foi de 9 milhões de toneladas. Para 2025, a usina já está habilitada a produzir os 11,2 Mt previstos.

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Uma nova filosofia de operar

Para a Vale, a Usina Modelo não é apenas uma atualização tecnológica — é a materialização de uma mudança de paradigma. Carlos Medeiros, vice-presidente de Operações da empresa, define o alcance da iniciativa com precisão: “A usina modelo é mais do que um projeto: representa uma nova forma de operar, baseada na aplicação de tecnologias avançadas que redefinem os padrões de eficiência, sustentabilidade e competitividade da mineração. Essa iniciativa posiciona a Vale na vanguarda do que há de mais moderno e inovador em usinas de beneficiamento de minério de ferro no mundo.”

Medeiros acrescenta que o programa vai além da tecnologia em si. “O programa Usina Modelo integra tecnologias e uma governança robusta de processos, criando um ambiente mais seguro, previsível e eficiente, com pessoas altamente capacitadas”, afirma. A modernização da planta, segundo ele, permite que sistemas com camadas de IA supervisionem centenas de variáveis e realizem ajustes no processo produtivo em tempo real, conforme as características do minério e do produto final — sem necessidade de intervenção humana direta em cada etapa.

Essa abordagem se insere na estratégia maior da empresa, chamada de “mineração do futuro”, que tem como pilares operações mais conectadas, sustentáveis e orientadas por dados, com tecnologia e inovação como alavancas para segurança, eficiência e geração de valor.

Tecnologia que entrega resultados concretos

Os números do projeto chamam atenção pela amplitude e pela velocidade com que foram alcançados. Além do salto de produtividade, houve avanços expressivos no mix de produtos. A participação do pellet feed de redução direta — produto premium e estratégico para a descarbonização da siderurgia global — aumentou 40% na usina. Trata-se de um insumo cada vez mais valorizado por siderúrgicas que buscam reduzir emissões de carbono em seus processos, o que posiciona a Vale em um mercado de alto valor agregado e crescente demanda.

A qualidade do produto final também ganhou com a implantação de tecnologia de análise online do teor de minério durante o beneficiamento. A ferramenta permite ajustes imediatos na rota de tratamento mineral, assegurando o melhor aproveitamento do ferro contido no material e reduzindo a geração de rejeito. Em 2026, a média do teor de ferro contido no rejeito foi reduzida para 26% — dado que representa tanto ganho econômico quanto ambiental, ao diminuir o volume de material descartado.

Rafael Bittar, vice-presidente Técnico da Vale, resume o nível de maturidade digital alcançado: “A usina alcançou um novo patamar de maturidade digital, com 100% das decisões operacionais críticas suportadas por sistemas especialistas. Esse avanço combina inovação, tecnologia e conhecimento técnico para ampliar a eficiência, reduzir impactos e aumentar a previsibilidade, com foco nas pessoas.”

Segurança: menos risco, mais controle

Um dos eixos centrais do programa é a redução da exposição de trabalhadores a atividades de risco. A automação de motores, válvulas e equipamentos elétricos e mecânicos viabiliza a operação da usina à distância, a partir de salas de controle, com o apoio de imagens e dados em tempo real quando o acesso às instalações se faz necessário. Braços mecânicos foram instalados para substituir intervenções manuais em pontos críticos da planta.

Esse redesenho operacional não apenas protege os trabalhadores, como também transforma a natureza do trabalho na mineração. O operador deixa de ser um agente de campo exposto a riscos físicos contínuos e passa a ser um analista de dados, capaz de tomar decisões com base em informações precisas e em tempo real.

“A materialização da visão de mineração do futuro da Vale é um passo decisivo para uma mineração mais segura, sustentável e competitiva, preparada para os desafios das próximas décadas”, afirma Bittar.

Sustentabilidade hídrica: 92% de reaproveitamento

Outro indicador de destaque é o uso da água. Atualmente, 92% da água utilizada na Usina Conceição2 é recirculada. Após a filtragem do minério e do rejeito — etapas finais do processamento —, a água retorna ao ciclo operacional. Trata-se de um resultado relevante para uma indústria historicamente criticada pelo consumo intensivo de recursos hídricos e cujo impacto ambiental é monitorado de perto por reguladores, investidores e comunidades.

Parceiros estratégicos: ABB como integradora tecnológica

A implantação da Usina Modelo contou com a aliança estratégica da ABB, referência global em automação e eletrificação. A empresa atua como integradora tecnológica, garantindo a interoperabilidade entre sistemas e fornecedores — o que representa um dos diferenciais do modelo adotado pela Vale.

“O Programa Usina Modelo demonstra visão extraordinária ao combinar tecnologia de ponta com segurança e excelência operacional. A iniciativa posiciona a Vale na vanguarda da mineração global. Estamos orgulhosos em contribuir com nossa experiência em tecnologias de automação, eletrificação e digitalização para o setor”, declara Fausto Almeida, diretor de Mineração da ABB para a América do Sul.

A estratégia de construir um ecossistema de parceiros tem uma lógica econômica clara: otimizar os investimentos já realizados pela Vale, reduzir a necessidade de novos aportes e acelerar a geração de resultados. A ABB garante que tecnologias de diferentes origens se comuniquem de forma eficiente dentro do mesmo sistema, evitando redundâncias e incompatibilidades.

O fator humano: 2.800 horas de treinamento

Se a tecnologia é o meio, as pessoas continuam sendo o centro da operação. Todos os 122 operadores, instrumentistas e líderes da Usina Conceição2 foram capacitados para atuar no novo modelo, somando mais de 2.800 horas de treinamento. O programa inclui simuladores e realidade virtual que reproduzem condições reais de operação, permitindo aprendizado seguro e alinhado às novas demandas digitais.

A experiência de Ivo Castro, operador de Equipamentos e Instalações de Usina na Vale há 17 anos, ilustra como essa transformação chegou ao chão de fábrica. “A tecnologia veio para somar. Eu não tinha muito conhecimento de sistemas digitais e aprimorei meus conhecimentos durante os treinamentos. Hoje trabalho com mais segurança, informação e agilidade. Antes, atuava o tempo todo em campo, checando as instalações e realizando manobras manuais. Agora consigo monitorar as áreas pelo celular, na palma da mão. Vou para o campo apenas sob demanda”, conta Castro, de 43 anos.

O relato de Castro traduz em linguagem concreta o que os executivos da Vale descrevem em termos estratégicos: uma operação em que a tecnologia amplia capacidades humanas, em vez de simplesmente substituí-las.

O que vem pela frente

A Usina Modelo de Itabira é o ponto de partida, não de chegada. O projeto foi concebido como piloto para expansão a outras unidades operacionais da Vale, o que significa que os ganhos observados em Conceição 2 devem se multiplicar à medida que o modelo for replicado. O ecossistema de parceiros — com a ABB no centro — foi estruturado justamente para viabilizar essa escalabilidade com agilidade e eficiência de investimento. A experiência deve ser estendida para duas outras unidades da Vale em Minas Gerais: Brucutu e Vargem Grande.

A escolha de Itabira para sediar essa iniciativa carrega também um simbolismo deliberado. É na cidade mineira, onde a Vale foi fundada em 1942, que a empresa sinaliza sua intenção de reinventar a própria identidade — de uma mineradora tradicional para uma operadora de ativos digitais e inteligentes. O desafio, daqui em diante, será demonstrar que o que funcionou em Conceição 2 pode ser reproduzido em escala, com a mesma eficiência e com impacto social positivo para as comunidades onde a empresa opera. (Francisco Alves)

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