São Paulo, fevereiro de 2025 — O confinamento de gado volta a ganhar destaque no cenário agropecuário nacional. Segundo Marcelo Berlinck Mariano Costa, sócio e CEO da PICREDI Administração de Ativos, os investimentos no setor disparam na safra de 2025/2026, impulsionados por margens atrativas, custos de alimentação estabilizados e valorização da arroba. Com o aumento da eficiência produtiva, o confinamento se consolida como uma alternativa segura e rentável, superando inclusive o desempenho da renda fixa tradicional.
Um setor em plena expansão
De acordo com Marcelo Berlinck, o agronegócio brasileiro segue como um dos motores da economia, e o confinamento de gado desponta como um dos segmentos mais promissores para os próximos anos. Dados recentes apontam um crescimento recorde no número de animais confinados, impulsionado por custos controlados e preços aquecidos.
O Censo de Confinamento de 2025 registrou um aumento de 7% no total de cabeças confinadas, ultrapassando 8,5 milhões de animais, com destaque para os estados de Mato Grosso e São Paulo. A expectativa é que esse número cresça ainda mais em 2026, com empresas de nutrição animal projetando alta superior a 10%.

Viabilidade econômica em foco
A rentabilidade do confinamento depende, essencialmente, de três fatores principais: o preço do boi magro (reposição), o custo dos insumos (nutrição) e o valor de venda do boi gordo. Em 2025, o mercado encontrou um equilíbrio favorável ao produtor.
- Custos de alimentação: após um período de alta, os insumos como milho e farelo de algodão estabilizaram-se em outubro de 2025, aliviando a pressão sobre as margens.
- Preço do boi gordo: a arroba tem se mantido valorizada, com expectativa de atingir patamares próximos a R$ 400,00 até o final de 2026.
- Margens operacionais: estimativas indicam lucro médio por cabeça em torno de R$ 304,45, podendo superar esse valor conforme a eficiência da operação.
Segundo Berlinck, o investimento no confinamento exige uma gestão apurada. O custo do animal de reposição representa a maior parte do investimento inicial, enquanto a nutrição responde por cerca de um terço do valor total da operação. O ciclo médio de liquidação dos ativos gira entre 90 e 100 dias, oferecendo uma rentabilidade mensal entre 1,3% e 1,7% a.m. — números expressivos para investidores do segmento agropecuário.
Tecnologia e eficiência: os pilares do sucesso
Para mitigar riscos e maximizar os resultados, a tecnologia é uma aliada indispensável. Ferramentas digitais, como softwares de gestão de fazendas e sistemas de nutrição de precisão, permitem controle rigoroso sobre custos e desempenho animal.
Além disso, a intensificação da produção, por meio de práticas modernas de manejo e encurtamento do ciclo de abate, tem aumentado a produtividade e melhorado a qualidade da carne produzida no país.
“O confinamento é uma ferramenta essencial que permite produzir animais bem acabados e precoces, atendendo tanto ao mercado interno quanto às exigências da exportação”, destacou um especialista do setor.
Gestão de risco e profissionalização do investimento
O mercado futuro e as ferramentas de hedge têm sido amplamente utilizadas por investidores e produtores para proteger margens de lucro e garantir estabilidade frente à volatilidade dos preços do boi gordo e dos grãos. Segundo Marcelo Berlinck, a profissionalização da atividade é um passo indispensável para quem deseja aproveitar o bom momento do agronegócio com segurança e visão de longo prazo.
Perspectivas e contato
Com custos sob controle, arroba valorizada e alta demanda internacional, o confinamento de gado deve seguir como um dos investimentos mais promissores do agronegócio brasileiro em 2025 e 2026. Investidores atentos à eficiência e à gestão de risco encontram no setor uma alternativa sólida e crescente de diversificação de portfólio.
Mais informações sobre investimentos no agronegócio:
- E-mail: marcelo@picredi.com.br
- Site: www.picredi.com.br
- WhatsApp: +55 11 91424-7595
Por Redação PICREDI Administração de Ativos







