{"id":53403,"date":"2026-06-29T04:25:00","date_gmt":"2026-06-29T07:25:00","guid":{"rendered":"https:\/\/noticiasdestaque.com.br\/index.php\/2026\/06\/29\/relatorio-da-ifi-traca-cenario-fiscal-desafiador-para-o-proximo-presidente\/"},"modified":"2026-06-29T04:25:00","modified_gmt":"2026-06-29T07:25:00","slug":"relatorio-da-ifi-traca-cenario-fiscal-desafiador-para-o-proximo-presidente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticiasdestaque.com.br\/index.php\/2026\/06\/29\/relatorio-da-ifi-traca-cenario-fiscal-desafiador-para-o-proximo-presidente\/","title":{"rendered":"Relat\u00f3rio da IFI tra\u00e7a cen\u00e1rio fiscal desafiador para o pr\u00f3ximo presidente"},"content":{"rendered":"<p>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<audio controls class=\"b61_audio_player\" data-noticia=\"90265\" src=\"https:\/\/brasil61.com\/rails\/active_storage\/blobs\/eyJfcmFpbHMiOnsibWVzc2FnZSI6IkJBaHBBelkrQkE9PSIsImV4cCI6bnVsbCwicHVyIjoiYmxvYl9pZCJ9fQ==--80c74f570d7ec64c5010bb746e8ab7f348899203\/BRAS2616613A\"><\/audio><\/p>\n<p><strong>O pr\u00f3ximo presidente eleito em outubro dever\u00e1 assumir um cen\u00e1rio fiscal desafiador<\/strong>, marcado por <strong>d\u00e9ficits prim\u00e1rios recorrentes, dificuldades para cumprir as metas do arcabou\u00e7o fiscal e trajet\u00f3ria crescente da d\u00edvida p\u00fablica<\/strong>.<strong> <\/strong>Esse \u00e9 o diagn\u00f3stico apresentado no <a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/ifi\/pdf\/raf113_jun2026.pdf?\" target=\"_blank\">Relat\u00f3rio de Acompanhamento Fiscal (RAF) de junho<\/a>, divulgado na \u00faltima quinta-feira (25) pela <a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/ifi\" target=\"_blank\">Institui\u00e7\u00e3o Fiscal Independente<\/a>, \u00f3rg\u00e3o vinculado ao Senado Federal.<\/p>\n<p>Segundo os diretores da IFI,<strong> Marcus Pestana e Alexandre Andrade<\/strong>, as <strong>proje\u00e7\u00f5es <\/strong>para a evolu\u00e7\u00e3o das principais vari\u00e1veis econ\u00f4micas e fiscais <strong>s\u00e3o consistentes<\/strong>, mesmo <strong>sem considerar eventuais reformas estruturais<\/strong> que possam ser implementadas nos pr\u00f3ximos anos.\u00a0<\/p>\n<p>Na elabora\u00e7\u00e3o dos cen\u00e1rios, a institui\u00e7\u00e3o levou em conta as <strong>incertezas provocadas pela alta dos pre\u00e7os do petr\u00f3leo em raz\u00e3o dos conflitos no Oriente M\u00e9dio<\/strong>. As estimativas tamb\u00e9m consideram a<strong> implementa\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria sobre o consumo<\/strong>, com impactos mais expressivos sobre as <strong>finan\u00e7as de estados e munic\u00edpios<\/strong> e efeitos positivos esperados sobre a <strong>efici\u00eancia e a produtividade da economia brasileira<\/strong>.\u00a0<\/p>\n<h2>Crescimento moderado e juros elevados<\/h2>\n<p>O RAF projeta <strong>crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,0% em 2026<\/strong> e de <strong>1,8% em 2027<\/strong>. Nos<strong> anos seguintes<\/strong>, a economia deve avan\u00e7ar, em m\u00e9dia,<strong> 2,3%<\/strong> ao ano.\u00a0<\/p>\n<p>Para a <strong>infla\u00e7\u00e3o<\/strong>, a IFI estima \u00edndice de <strong>5,0% em 2026<\/strong>, <strong>4,0% em 2027<\/strong> e <strong>3,5% em 2028<\/strong>, com converg\u00eancia para o <strong>centro da meta nos anos posteriores<\/strong>, quando a infla\u00e7\u00e3o dever\u00e1 se estabilizar em torno de <strong>3% ao ano<\/strong>.\u00a0<\/p>\n<p>Os<strong> juros reais<\/strong> tamb\u00e9m devem permanecer <strong>elevados<\/strong>. A expectativa \u00e9 que a<strong> taxa b\u00e1sica Selic recue de 14% ao ano em 2026<\/strong> <strong>para 12% em 2027<\/strong>, alcan\u00e7ando um patamar pr\u00f3ximo de<strong> 8% no m\u00e9dio prazo<\/strong>.\u00a0<\/p>\n<h2>Receitas e despesas<\/h2>\n<p>Pelas proje\u00e7\u00f5es da IFI, as <strong>receitas prim\u00e1rias l\u00edquidas<\/strong> devem corresponder a<strong> 18,9% do PIB em 2026 <\/strong>e a <strong>18,7% em 2027<\/strong>, recuando gradualmente para cerca de<strong> 18,3%<\/strong> <strong>do PIB<\/strong> ao longo do horizonte analisado.\u00a0<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio prev\u00ea ainda que a<strong> elasticidade entre receita e PIB caia<\/strong> do atual patamar <strong>de 1,4 para 1<\/strong>. Na pr\u00e1tica, isso significa que <strong>cada 1% de crescimento da economia dever\u00e1 resultar em um aumento de 1% na arrecada\u00e7\u00e3o do governo<\/strong>, reduzindo o ganho adicional de receitas observado nos \u00faltimos anos.\u00a0<\/p>\n<p>J\u00e1 as <strong>despesas prim\u00e1rias <\/strong>devem passar <strong>de 19,2% do PIB em 2026 para 19,3% em 2027<\/strong>, atingindo <strong>19,9% em 2032 <\/strong>e se estabilizando em torno de <strong>19,4% do PIB nos anos seguintes<\/strong>.\u00a0<\/p>\n<p>As <strong>estimativas da IFI divergem das proje\u00e7\u00f5es apresentadas no <a href=\"https:\/\/www.congressonacional.leg.br\/materias\/pesquisa\/-\/materia\/173677\" target=\"_blank\">Projeto de Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (PLDO) de 2027<\/a><\/strong>, em tramita\u00e7\u00e3o no Congresso Nacional, especialmente em rela\u00e7\u00e3o ao comportamento do <strong>resultado prim\u00e1rio <\/strong>(receita menos despesas prim\u00e1rias) e ao <strong>cumprimento das metas previstas pelo arcabou\u00e7o fiscal<\/strong>.\u00a0<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio aponta a<strong> continuidade dos d\u00e9ficits prim\u00e1rios efetivos<\/strong> \u2014 realidade observada no Brasil desde 2014 \u2014 e projeta <strong>aumento persistente da rela\u00e7\u00e3o entre a d\u00edvida p\u00fablica bruta e o PIB entre 2026 e 2036<\/strong>.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cAinda que o desenho da trajet\u00f3ria tenha melhorado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s nossas <a href=\"https:\/\/www2.senado.leg.br\/bdsf\/bitstream\/handle\/id\/865129\/RAF112_MAI2026.pdf\" target=\"_blank\">proje\u00e7\u00f5es de maio de 2026<\/a>, o crescimento do endividamento aponta para uma situa\u00e7\u00e3o que pode se tornar <strong>insustent\u00e1vel no m\u00e9dio prazo<\/strong>\u201d, alertam Pestana e Andrade.<\/p>\n<p>Segundo a IFI, seria <strong>necess\u00e1rio gerar um super\u00e1vit prim\u00e1rio de 2,1% do PIB por ano para estabilizar a rela\u00e7\u00e3o entre d\u00edvida e PIB<\/strong>.\u00a0<\/p>\n<p>Partindo de um<strong> endividamento bruto de 80,1% do PIB registrado em abril de 2026<\/strong>, a institui\u00e7\u00e3o projeta que esse indicador alcance <strong>82,5% ainda neste ano<\/strong>, ultrapasse 100% em 2032 \u2014 <strong>chegando a 102% do PIB<\/strong> \u2014 e atinja<strong> 115% do PIB em 2036<\/strong>.\u00a0<\/p>\n<p>Ao concluir o relat\u00f3rio, os diretores afirmam que a IFI busca contribuir, de forma <strong>t\u00e9cnica, neutra e apartid\u00e1ria<\/strong>, para o debate sobre um dos principais desafios do pr\u00f3ximo governo: o equil\u00edbrio fiscal e suas implica\u00e7\u00f5es.\u00a0<\/p>\n<p><strong>VEJA MAIS:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/brasil61.com\/n\/destaque-de-ibs-e-cbs-nas-notas-fiscais-sera-obrigatorio-a-partir-de-agosto-bras2616597\" target=\"_blank\">Destaque de IBS e CBS nas notas fiscais ser\u00e1 obrigat\u00f3rio a partir de agosto<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/brasil61.com\/n\/simples-nacional-limites-de-faturamento-precisam-acompanhar-realidade-economica-do-pais-afirma-deputada-soraya-santos-pl-rj-cacb260205\" target=\"_blank\">Simples Nacional: limites de faturamento precisam acompanhar realidade econ\u00f4mica do pa\u00eds, afirma deputada Soraya Santos (PL-RJ)<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/brasil61.com\/api\/v1\/serve_pixel\/17677\/90265\" alt=\"Pixel Brasil 61\" class=\"b61_pixel\" width=\"0\" height=\"0\"><\/p>\n<input type=\"hidden\" id=\"baseurl\" value=\"https:\/\/noticiasdestaque.com.br\"><input type=\"hidden\" id=\"audio_nonce\" value=\"b27b13ce97\">","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo projeta d\u00e9ficits recorrentes e avan\u00e7o da d\u00edvida p\u00fablica at\u00e9 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