{"id":53100,"date":"2026-06-17T04:45:00","date_gmt":"2026-06-17T07:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/noticiasdestaque.com.br\/index.php\/2026\/06\/17\/defasagem-do-simples-nacional-preocupa-setor-produtivo-goiano-e-pode-ampliar-informalidade\/"},"modified":"2026-06-18T23:09:36","modified_gmt":"2026-06-19T02:09:36","slug":"defasagem-do-simples-nacional-preocupa-setor-produtivo-goiano-e-pode-ampliar-informalidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticiasdestaque.com.br\/index.php\/2026\/06\/17\/defasagem-do-simples-nacional-preocupa-setor-produtivo-goiano-e-pode-ampliar-informalidade\/","title":{"rendered":"Defasagem do Simples Nacional preocupa setor produtivo goiano e pode ampliar informalidade"},"content":{"rendered":"<p>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<audio controls class=\"b61_audio_player\" data-noticia=\"90068\" src=\"https:\/\/brasil61.com\/rails\/active_storage\/blobs\/eyJfcmFpbHMiOnsibWVzc2FnZSI6IkJBaHBBOEUzQkE9PSIsImV4cCI6bnVsbCwicHVyIjoiYmxvYl9pZCJ9fQ==--5b7c34d0d094c5ebe408de7b4c599ed95d503078\/CACB260195B\"><\/audio><\/p>\n<p>A atualiza\u00e7\u00e3o dos limites de faturamento do Simples Nacional \u00e9 defendida por representantes do <strong>setor produtivo de Goi\u00e1s<\/strong> como uma medida necess\u00e1ria para garantir a perman\u00eancia dos pequenos neg\u00f3cios no regime tribut\u00e1rio. <strong>Empres\u00e1rios e lideran\u00e7as do associativismo afirmam que a falta de corre\u00e7\u00e3o dos valores amplia a carga tribut\u00e1ria, reduz a competitividade e pode levar empresas \u00e0 informalidade.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>A proposta est\u00e1 em discuss\u00e3o na C\u00e2mara dos Deputados por meio do<a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/proposicoesWeb\/fichadetramitacao?idProposicao=2295251\" target=\"_blank\"> Projeto de Lei Complementar (PLP) 108\/2021<\/a>, que prev\u00ea a <strong>amplia\u00e7\u00e3o do limite anual de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI) para at\u00e9 R$ 130 mil.<\/strong> Em mar\u00e7o deste ano, a C\u00e2mara aprovou o regime de urg\u00eancia para an\u00e1lise da mat\u00e9ria, que atualmente tramita em uma comiss\u00e3o especial.<\/p>\n<p>Para o presidente da Federa\u00e7\u00e3o das Associa\u00e7\u00f5es Comerciais, Industriais e Agropecu\u00e1rias do Estado de Goi\u00e1s (<a href=\"https:\/\/www.facieg.com.br\/\" target=\"_blank\">Facieg<\/a>), Leopoldo Moreira Neto, a atualiza\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria para preservar pequenos neg\u00f3cios e empreendedores em todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cOs empreendedores j\u00e1 s\u00e3o muito sacrificados e o reajuste da tabela do limite do Simples Nacional \u00e9 muito importante para a continuidade dos neg\u00f3cios e do empreendedorismo\u201d, afirmou \u00a0Moreira Neto.<\/p>\n<p><strong>Segundo o presidente da Facieg, a aus\u00eancia de corre\u00e7\u00e3o dos limites cria dificuldades para empresas que ampliam o faturamento. Na avalia\u00e7\u00e3o dele, muitos empres\u00e1rios acabam abrindo mais de uma empresa para permanecer no regime simplificado.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>\u201cA defasagem do limite do simples gera muito transtorno porque a pessoa n\u00e3o tem condi\u00e7\u00e3o de sair do simples. Gera o impacto de aumento de custo de ter que abrir mais um centro CNPJ, pagar mais duas conta, porque \u00e0s vezes n\u00e3o tem condi\u00e7\u00e3o de sair do Simples\u201d, avaliou.<\/p>\n<h2>Defasagem tribut\u00e1ria<\/h2>\n<p>O empres\u00e1rio, pr\u00e9-candidato a deputado estadual de Goi\u00e1s pelo Mobiliza e ex-presidente da Facieg, M\u00e1rcio Lu\u00eds, pontuou que a falta de atualiza\u00e7\u00e3o dos limites prejudica o desenvolvimento dos neg\u00f3cios. Segundo ele, o aumento do faturamento ao longo dos anos reflete, em grande parte, a infla\u00e7\u00e3o acumulada, sem representar necessariamente ganho real para as empresas. \u201cEst\u00e3o recebendo mais, mas as despesas aumentaram na mesma propor\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o dele, a <strong>aus\u00eancia de reajuste faz com que empresas migrem para faixas tribut\u00e1rias mais elevadas ou deixem o regime simplificado.<\/strong> \u201cEm resumo, a lei que criou o Simples, que foi feita para beneficiar e favorecer as empresas de pequeno porte, por conta de todo o contexto social, da gera\u00e7\u00e3o de emprego de toda a dificuldade que elas passam, est\u00e1 sendo atropelada. Est\u00e1 deixando de ter uma serventia. Na pr\u00e1tica, o governo, ao n\u00e3o atualizar a tabela do Simples est\u00e1 for\u00e7ando a expuls\u00e3o dessas empresas ou que elas acabam pagando mais tributo \u00e0 medida que aumentando a al\u00edquota\u201d, destacou M\u00e1rcio.<\/p>\n<p>Como a tabela do Simples Nacional n\u00e3o \u00e9 corrigida desde 2018, M\u00e1rcio defende que a corre\u00e7\u00e3o dos limites seja feita de forma peri\u00f3dica, utilizando a infla\u00e7\u00e3o como refer\u00eancia.<\/p>\n<p>\u201cA nossa luta \u00e9 para aumentar imediatamente a tabela do simples atrav\u00e9s de um reajuste. Inclusive n\u00f3s defendemos que isso seja feito de maneira anual, tendo a pr\u00f3pria infla\u00e7\u00e3o como indexador, para que situa\u00e7\u00f5es como essa n\u00e3o voltem a acontecer\u201d, defende M\u00e1rcio Lu\u00eds.<\/p>\n<h2>Sistema associativista cobra corre\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>A mobiliza\u00e7\u00e3o pela atualiza\u00e7\u00e3o do Simples Nacional conta com o apoio do sistema associativista brasileiro, liderado pela <a href=\"https:\/\/cacb.org.br\/\" target=\"_blank\">Confedera\u00e7\u00e3o das Associa\u00e7\u00f5es Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB).<\/a> A entidade reivindica uma corre\u00e7\u00e3o de aproximadamente 83% nos valores atuais de enquadramento.<\/p>\n<p><strong>A proposta defendida pelo setor prev\u00ea que o teto anual do MEI passe para R$ 144,9 mil. Para microempresas, o limite sugerido \u00e9 de cerca de R$ 869,4 mil, enquanto empresas de pequeno porte poderiam alcan\u00e7ar faturamento de at\u00e9 R$ 8,69 milh\u00f5es.<\/strong><\/p>\n<p>O presidente da CACB, da Federa\u00e7\u00e3o das Associa\u00e7\u00f5es Comerciais do Estado de S\u00e3o Paulo (<a href=\"https:\/\/www.facesp.com.br\/\" target=\"_blank\">FACESP<\/a>) e da Associa\u00e7\u00e3o Comercial de S\u00e3o Paulo (<a href=\"https:\/\/acsp.com.br\/\" target=\"_blank\">ACSP<\/a>), Alfredo Cotait Neto, afirmou que a atualiza\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria para evitar a migra\u00e7\u00e3o de empreendedores para regimes mais complexos ou para a informalidade. \u201cO que n\u00f3s precisamos \u00e9 conscientizar os nossos pol\u00edticos da import\u00e2ncia da aprova\u00e7\u00e3o do aumento do limite do Simples Nacional. Sem isso, as empresas ou v\u00e3o mudar o seu regime ou v\u00e3o para a informalidade.\u201d<\/p>\n<p>Criado para simplificar o pagamento de tributos e estimular o empreendedorismo, o Simples Nacional re\u00fane diversos impostos em uma \u00fanica guia e \u00e9 hoje o principal regime tribut\u00e1rio para pequenos neg\u00f3cios no pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Os limites de faturamento, em vigor desde 2018, s\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>R$ 81 mil por ano para o Microempreendedor Individual (MEI)<\/li>\n<li>R$ 360 mil para microempresas (ME)<\/li>\n<li>R$ 4,8 milh\u00f5es para empresas de pequeno porte (EP)\u00a0<br \/>\n\t\u00a0<\/li>\n<\/ul>\n<p>\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/brasil61.com\/api\/v1\/serve_pixel\/17677\/90068\" alt=\"Pixel Brasil 61\" class=\"b61_pixel\" width=\"0\" height=\"0\"><\/p>\n<input type=\"hidden\" id=\"baseurl\" value=\"https:\/\/noticiasdestaque.com.br\"><input type=\"hidden\" id=\"audio_nonce\" value=\"0ba8bda21d\">","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Representantes das associa\u00e7\u00f5es comerciais e empres\u00e1rios de Goi\u00e1s defendem corre\u00e7\u00e3o anual dos valores de enquadramento do regime tribut\u00e1rio, com infla\u00e7\u00e3o como indexador, e alertam que defasagem pode elevar custos, reduzir competitividade e levar empresas \u00e0 informalidade<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":53148,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-53100","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"distributor_meta":false,"distributor_terms":false,"distributor_media":false,"distributor_original_site_name":"Noticias em Destaque","distributor_original_site_url":"https:\/\/noticiasdestaque.com.br","push-errors":false,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/noticiasdestaque.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53100","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/noticiasdestaque.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/noticiasdestaque.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiasdestaque.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiasdestaque.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53100"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/noticiasdestaque.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53100\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":53118,"href":"https:\/\/noticiasdestaque.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53100\/revisions\/53118"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiasdestaque.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/53148"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/noticiasdestaque.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53100"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiasdestaque.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53100"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiasdestaque.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53100"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}