{"id":52773,"date":"2026-06-05T04:00:00","date_gmt":"2026-06-05T07:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/noticiasdestaque.com.br\/index.php\/2026\/06\/05\/setor-de-agregados-busca-protagonismo-na-mineracao-brasileira\/"},"modified":"2026-06-05T04:00:00","modified_gmt":"2026-06-05T07:00:00","slug":"setor-de-agregados-busca-protagonismo-na-mineracao-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticiasdestaque.com.br\/index.php\/2026\/06\/05\/setor-de-agregados-busca-protagonismo-na-mineracao-brasileira\/","title":{"rendered":"Setor de Agregados busca protagonismo na minera\u00e7\u00e3o brasileira"},"content":{"rendered":"<p>O Brasil \u00e9 o maior pa\u00eds minerador da Am\u00e9rica Latina, mas h\u00e1 um segmento da cadeia mineral que, apesar de ser o maior em volume de extra\u00e7\u00e3o no planeta, ainda luta para ter voz, visibilidade e reconhecimento: a ind\u00fastria de agregados. Foi com esse diagn\u00f3stico na mesa \u2014 e com uma mistura de autocr\u00edtica, dados e provoca\u00e7\u00e3o \u2014 que Gustavo Lanna, presidente do Sindiextra, o sindicato minerador do estado de Minas Gerais, abriu sua apresenta\u00e7\u00e3o no evento *O Futuro da Minera\u00e7\u00e3o*, promovido pela Abimex no final de maio, em Belo Horizonte.<\/p>\n<p>A palestra, que mesclou trajet\u00f3ria pessoal, n\u00fameros do setor e compara\u00e7\u00f5es internacionais, foi um retrato fiel das contradi\u00e7\u00f5es de um segmento essencial e ao mesmo tempo invis\u00edvel: o agregado move obras, estradas, metr\u00f4s e casas populares, mas ainda enfrenta marginaliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, ciclos econ\u00f4micos card\u00edacos e uma dist\u00e2ncia abissal em rela\u00e7\u00e3o aos padr\u00f5es de automa\u00e7\u00e3o da China e dos Estados Unidos.<\/p>\n<h2><strong>Ganhando visibilidade<\/strong><\/h2>\n<p>Lanna come\u00e7ou pelo come\u00e7o. H\u00e1 cerca de 12 a 15 anos, o setor de agregados em Minas Gerais era disperso, desunido e invis\u00edvel dentro da pr\u00f3pria cadeia mineral. Quando representantes do segmento tentavam se sentar com legisladores ou o Executivo, a resposta era sempre a mesma.<\/p>\n<p>&#8220;Vim falar de agregado. &#8216;N\u00e3o, quero falar de min\u00e9rio de ferro.&#8217; &#8216;Quero falar de ouro.&#8217; &#8216;Quero falar de outra coisa.&#8217; Ent\u00e3o a gente se sentia bem exclu\u00eddo da cadeia da minera\u00e7\u00e3o&#8221;, relatou Lanna.<\/p>\n<p>A virada veio com uma decis\u00e3o estrat\u00e9gica: buscar abrigo institucional no Sindiextra, que j\u00e1 representava grandes nomes como a Vale, al\u00e9m de produtores de ouro, ni\u00f3bio, bauxita e calc\u00e1rio. O interlocutor foi Fernando Coura, ent\u00e3o presidente executivo da entidade, hoje conselheiro da Petrobras.<\/p>\n<p>&#8220;Falei: &#8216;Coura, a gente precisa de representatividade. Eu preciso falar, ter uma voz mais forte para o setor de agregado'&#8221;, recordou Lanna. A aposta deu resultado. Hoje, das 140 empresas associadas ao Sindiextra, 60 pertencem ao setor de agregados. E Lanna ocupa a presid\u00eancia da entidade, acumulando tamb\u00e9m a presid\u00eancia do conselho.<\/p>\n<p>A trajet\u00f3ria n\u00e3o parou a\u00ed. O setor passou a ter representa\u00e7\u00e3o na ANEPAC em \u00e2mbito federal, cadeira no IBRAM, participa\u00e7\u00e3o no COMIN e vice-presid\u00eancia na FIEMG, a Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de Minas Gerais. &#8220;A gente tem que ter o mesmo discurso perante o Executivo e o Legislativo, independente do estado em que estivermos &#8220;, defendeu.<\/p>\n<h2><strong>Um setor enorme, que poucos enxergam<\/strong><\/h2>\n<p>Os n\u00fameros apresentados por Lanna ajudam a entender a dimens\u00e3o do problema \u2014 e da oportunidade. O agregado \u00e9 o bem mineral com maior volume extra\u00eddo no planeta. No Brasil, a proje\u00e7\u00e3o para 2025 \u00e9 de 706 milh\u00f5es de toneladas. O pa\u00eds conta com cerca de 2.500 empresas no setor, que geram aproximadamente 75 mil empregos diretos e t\u00eam capacidade instalada de 900 milh\u00f5es de toneladas por ano.<\/p>\n<p>Apesar disso, o consumo per capita brasileiro \u00e9 de apenas 3,3 a 3,5 toneladas por habitante \u2014 n\u00famero que Lanna usou como term\u00f4metro da demanda reprimida e do potencial de crescimento.<\/p>\n<p>&#8220;Eu prefiro olhar o copo meio cheio, para entendermos que tem uma demanda reprimida enorme para o setor&#8221;, disse. A compara\u00e7\u00e3o com outros pa\u00edses de territ\u00f3rio continental e popula\u00e7\u00e3o expressiva \u00e9 reveladora: enquanto os Estados Unidos consomem muito mais por habitante e a China liderou d\u00e9cadas de expans\u00e3o infraestrutural, o Brasil ainda est\u00e1 atr\u00e1s da \u00cdndia nesse indicador. &#8220;Todo mundo escuta que \u00cdndia \u00e9 um problema, que n\u00e3o est\u00e1 pronto, como quiser, mas estamos piores do que a \u00cdndia nesse ponto&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Para dar concretude ao que essa defasagem significa, Lanna listou os consumos estimados por tipo de obra: um quil\u00f4metro de metr\u00f4 consome cerca de 50 mil toneladas de agregado; um quil\u00f4metro de pavimenta\u00e7\u00e3o nova, cerca de 10 mil; manuten\u00e7\u00e3o de estrada, 3 mil; um edif\u00edcio, mil e poucas toneladas; e uma casa popular, aproximadamente 68 toneladas. &#8220;Quando a gente fala que t\u00e1 tudo por ser feito, a gente entende qual \u00e9 o potencial real de demanda do nosso mercado&#8221;, sintetizou.<\/p>\n<p>Se os n\u00fameros de demanda s\u00e3o alvissareiros no longo prazo, o hist\u00f3rico recente \u00e9 para fazer qualquer empres\u00e1rio do setor perder o sono. O gr\u00e1fico de produ\u00e7\u00e3o que Lanna apresentou \u2014 por ele mesmo chamado de &#8220;card\u00edaco&#8221; \u2014 mostra picos e quedas abruptas que refletem a depend\u00eancia do setor em rela\u00e7\u00e3o a pol\u00edticas p\u00fablicas de infraestrutura.<\/p>\n<p>O Brasil chegou a 745 e 750 milh\u00f5es de toneladas de agregados em 2013 e 2014, impulsionado pelos investimentos da Copa do Mundo e do PAC. Em seguida, veio a recess\u00e3o: uma queda de quase 30% em um \u00fanico ano. Em 2017, o pa\u00eds havia recuado para n\u00edveis de produ\u00e7\u00e3o equivalentes aos de 2004.<\/p>\n<p>&#8220;O setor investiu, preparou a casa, se estruturou para atender uma demanda que \u00e9 crescente. Mas em vez de crescer, ela despencou&#8221;, disse Lanna, que trabalha na empresa da fam\u00edlia h\u00e1 quase 30 anos. &#8220;Eu j\u00e1 vi esse ciclo tr\u00eas vezes aqui na minha regi\u00e3o. \u00c9 uma loucura, isso.&#8221;<\/p>\n<p>Para ele, o problema central \u00e9 que o Brasil vive de projetos de governo, n\u00e3o de projetos de Estado. &#8220;Se a gente tivesse um projeto de estado, ter\u00edamos um gr\u00e1fico mais cont\u00ednuo, que seria o ideal para todos os segmentos do pa\u00eds.&#8221; A retomada existe \u2014 o pa\u00eds caminha de volta para a faixa de 706 a 714 milh\u00f5es de toneladas \u2014 mas ainda n\u00e3o recuperou o pico de uma d\u00e9cada atr\u00e1s.<\/p>\n<p>Em Minas Gerais, h\u00e1 um fator adicional que distorceu os n\u00fameros recentes para cima: a demanda por agregados para reposi\u00e7\u00e3o e reconstitui\u00e7\u00e3o de barragens ap\u00f3s os acidentes de Mariana e Brumadinho. &#8220;Minas Gerais, nos \u00faltimos cinco anos, teve uma demanda muito grande de agregados para reposi\u00e7\u00e3o e reconstitui\u00e7\u00e3o das barragens. \u00c9 uma caracter\u00edstica de Minas.&#8221;<\/p>\n<h2><strong>Minas: exig\u00eancia alta, reconhecimento baixo<\/strong><\/h2>\n<p>Lanna fez quest\u00e3o de destacar uma peculiaridade do mercado mineiro que passa desapercebida na maioria dos debates setoriais: em Minas Gerais, os produtores de agregado s\u00e3o fiscalizados pelos mesmos \u00f3rg\u00e3os e com os mesmos crit\u00e9rios aplicados \u00e0 Vale e \u00e0s grandes mineradoras.<\/p>\n<p>&#8220;Quem fiscaliza a nossa empresa \u00e9 o mesmo que fiscaliza a Vale, o mesmo fiscal&#8221;, afirmou. &#8220;O n\u00edvel de refer\u00eancia, o n\u00edvel de exig\u00eancia e o n\u00edvel de compara\u00e7\u00e3o que o agregado em Minas Gerais sofre em rela\u00e7\u00e3o a outros minerais, \u00e9 muito grande.&#8221;<\/p>\n<p>Esse rigor, segundo ele, for\u00e7a uma evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e ambiental, mas aumenta os custos e piora a competitividade de quem quer fazer certo \u2014 especialmente frente a concorrentes informais ou de outros estados com legisla\u00e7\u00e3o menos exigente. &#8220;As maiores empresas fora de Minas Gerais do setor de agregado teriam dificuldade de operar aqui em Minas Gerais&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>No mercado da Grande Belo Horizonte, o processo de consolida\u00e7\u00e3o j\u00e1 \u00e9 vis\u00edvel: de 24 grupos mineradores de agregados, restam hoje nove. Para Lanna, isso \u00e9 um sinal positivo. &#8220;N\u00f3s temos grupos hoje saud\u00e1veis economicamente e financeiramente, com capacidade produtiva, grupos que querem fazer o correto, que n\u00e3o querem ter problema ambiental, que n\u00e3o querem ter problema tribut\u00e1rio.&#8221; A redu\u00e7\u00e3o no n\u00famero de players, segundo ele, facilitou o di\u00e1logo setorial e permitiu uma maior coes\u00e3o institucional.<\/p>\n<h2><strong>Associativismo: a li\u00e7\u00e3o da planilha de custos<\/strong><\/h2>\n<p>Um dos momentos mais did\u00e1ticos da palestra foi quando Lanna descreveu a iniciativa da planilha de custos, desenvolvida em parceria com a ANEPAC e distribu\u00edda para produtores de todo o Brasil.<\/p>\n<p>O problema era simples e revelador: produtores do mesmo segmento apresentavam custos completamente diferentes \u2014 R$ 15 a tonelada em um caso, R$ 30 em outro \u2014 sem entender por qu\u00ea. A resposta, ao distribuir a planilha, veio das lacunas: campos em branco, porque o produtor simplesmente n\u00e3o media, n\u00e3o controlava, n\u00e3o computava determinados itens. &#8220;Ent\u00e3o n\u00f3s fomos para um lado de tentar ensinar esse produtor, ensinar o setor realmente a fazer conta para que ele precifique certo.&#8221;<\/p>\n<p>A filosofia que sustenta essa postura \u00e9, nas palavras do dirigente, a de &#8220;nivelar por cima&#8221;. &#8220;A gente n\u00e3o tem que ter medo de concorrente. Temos que ensinar o concorrente o que sabemos de bom, porque na hora que ele fizer certo, vai ter uma legisla\u00e7\u00e3o maior e ele vai ter um custo parecido com o nosso. E a\u00ed \u00e9 quest\u00e3o de compet\u00eancia, de mercado, de atua\u00e7\u00e3o, atendimento, qualidade.&#8221;<\/p>\n<p>Na pr\u00f3pria empresa, a Martins Lanna, essa filosofia se traduz no programa Empresa Aberta, em funcionamento h\u00e1 mais de 15 anos. &#8220;Eu recebo 2.500 pessoas por ano na empresa \u2014 concorrentes, produtores, legisladores, escolas. Para qu\u00ea? Para que a gente nivele por cima.&#8221;<\/p>\n<p>Outro ponto refor\u00e7ado por Lanna foi a necessidade de separar as disputas comerciais das pautas institucionais \u2014 conselho que ele dirigiu tamb\u00e9m aos participantes do setor de explosivos presentes no evento. &#8220;Tentem separar um pouco a quest\u00e3o comercial do setor institucional. O setor de voc\u00eas \u00e9 fundamental para toda a cadeia mineral. Se a gente se sentar numa mesa para discutir comercialmente, isso vai ter desgaste. Comercial a gente n\u00e3o conversa na mesa.&#8221;<\/p>\n<h2><strong>A dist\u00e2ncia tecnol\u00f3gica e o caminho da automa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n<p>A parte final da apresenta\u00e7\u00e3o de Lanna foi talvez a mais impactante \u2014 e a mais desconfort\u00e1vel. Ao comparar os indicadores operacionais do Brasil com os de China, Estados Unidos e Europa, o diagn\u00f3stico foi claro: o pa\u00eds est\u00e1 muito atr\u00e1s em automa\u00e7\u00e3o, produtividade por trabalhador e moderniza\u00e7\u00e3o de plantas.<\/p>\n<p>Enquanto nos Estados Unidos cada trabalhador do setor produz mais de 1.000 toneladas por ano, e na China o n\u00famero se aproxima de 700, no Brasil essa produ\u00e7\u00e3o ainda fica abaixo de 600 toneladas por trabalhador. A taxa de automa\u00e7\u00e3o brasileira, estimada entre 30% e 40%, \u00e9 muito inferior \u00e0 da China (45% a 55%) e \u00e0 dos Estados Unidos e Europa.<\/p>\n<p>A discrep\u00e2ncia em escala de produ\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda mais gritante. As maiores unidades produtoras de agregados no Brasil operam na faixa de 2.000 a 3.000 toneladas por hora. Na China, h\u00e1 plantas com capacidade de 14.000 toneladas por hora. &#8220;\u00c9 equivalente ao Brasil inteiro produzindo em poucos meses&#8221;, disse Lanna.<\/p>\n<p>Como exemplo do que \u00e9 poss\u00edvel, ele descreveu uma visita realizada dias antes a uma opera\u00e7\u00e3o da Vale (Brucutu) em S\u00e3o Gon\u00e7alo do Rio Abaixo: &#8220;Fui ver um processo de caminh\u00f5es aut\u00f4nomos de 260 toneladas, rodando com min\u00e9rio de ferro. Fant\u00e1stico.&#8221; E completou: &#8220;A tecnologia \u00e9 acess\u00edvel. Os caminh\u00f5es rodando de maneira aut\u00f4noma \u00e9 fant\u00e1stico, 60 km\/h para um lado, caminh\u00e3o parando certinho, manobrando.&#8221;<\/p>\n<p>Para Lanna, a automa\u00e7\u00e3o deixou de ser apenas uma escolha estrat\u00e9gica de redu\u00e7\u00e3o de custos para se tornar uma necessidade imposta pela escassez de m\u00e3o de obra qualificada. &#8220;As empresas que n\u00e3o automatizarem v\u00e3o estar fora do mercado. E n\u00e3o \u00e9 porque elas querem n\u00e3o, \u00e9 porque n\u00e3o vai ter m\u00e3o de obra.&#8221;<\/p>\n<h2><strong>Rejeitos, drones e o papel dos fornecedores<\/strong><\/h2>\n<p>Lanna tamb\u00e9m abordou a quest\u00e3o dos rejeitos \u2014 um campo em franca transforma\u00e7\u00e3o no setor. A Martins Lanna foi pioneira ao transformar o p\u00f3 de pedra, antes descartado como rejeito, em areia comercializ\u00e1vel, h\u00e1 mais de 25 anos. Hoje, mineradoras de ferro e ouro come\u00e7am a percorrer caminho semelhante, reaproveitando rejeitos e, em alguns casos, concorrendo com produtos que o setor de agregados j\u00e1 consolidou no mercado.<\/p>\n<p>&#8220;Hoje n\u00f3s temos areia proveniente de rejeitos de minera\u00e7\u00e3o de ferro competindo com uma areia que \u00e9 produto nosso, que era um rejeito nosso tamb\u00e9m&#8221;, disse. O problema, apontou, \u00e9 que a legisla\u00e7\u00e3o ainda trata de forma assim\u00e9trica os rejeitos de diferentes origens minerais \u2014 cabendo ao setor buscar o nivelamento regulat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Ao se dirigir diretamente aos participantes do setor de explosivos presentes no evento, Lanna fez um apelo direto \u00e0 inova\u00e7\u00e3o: &#8220;\u00c9 fundamental que o setor de explosivos busque melhorias de processo, de produto, de efici\u00eancia e ofere\u00e7a isso no mercado de outras maneiras.&#8221; E citou como exemplo o uso de drones para topografia, que reduz desvios de perfura\u00e7\u00e3o e o risco de ultralan\u00e7amento. &#8220;O setor de voc\u00eas pode e deve contribuir.&#8221;<\/p>\n<h2><strong>O copo meio cheio de quem j\u00e1 viu o pior<\/strong><\/h2>\n<p>Ao encerrar sua participa\u00e7\u00e3o, Gustavo Lanna voltou ao tema que permeou toda a apresenta\u00e7\u00e3o: a escolha entre o pessimismo justificado e o otimismo estrat\u00e9gico. Com um setor que ainda consome menos agregado por habitante do que a \u00cdndia, que opera abaixo do pico hist\u00f3rico de uma d\u00e9cada atr\u00e1s, que enfrenta informalidade, ciclos imprevis\u00edveis e uma lacuna tecnol\u00f3gica expressiva em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 China e aos Estados Unidos, seria f\u00e1cil \u2014 e talvez compreens\u00edvel \u2014 ceder ao des\u00e2nimo.<\/p>\n<p>Lanna recusou essa op\u00e7\u00e3o. &#8220;A gente tem uma trajet\u00f3ria de muitos anos de setor com evolu\u00e7\u00e3o. Quando olhamos para tr\u00e1s, vemos que andamos muito, mas quando a gente olha para frente, est\u00e1 muito longe do que precisamos e de onde queremos chegar. Ent\u00e3o, n\u00e3o podemos desanimar.&#8221;<\/p>\n<p>Em um setor acostumado a ser ignorado nas mesas importantes, a mensagem de Lanna foi ao mesmo tempo um balan\u00e7o e um manifesto: o agregado \u00e9 a base de tudo que se constr\u00f3i \u2014 e est\u00e1 na hora de construir tamb\u00e9m a sua pr\u00f3pria representatividade. (<strong><em>Por:\u00a0<\/em>Brasil Mineral)<\/strong><\/p>\n<p>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/brasil61.com\/api\/v1\/serve_pixel\/17677\/89869\" alt=\"Pixel Brasil 61\" class=\"b61_pixel\" width=\"0\" height=\"0\"><\/p>\n<input type=\"hidden\" id=\"baseurl\" value=\"https:\/\/noticiasdestaque.com.br\"><input type=\"hidden\" id=\"audio_nonce\" value=\"122ec04bf7\">","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gustavo Lanna, Presidente do Sindiextra, defende associativismo, moderniza\u00e7\u00e3o e vis\u00e3o de longo prazo para um segmento que movimenta 706 milh\u00f5es de toneladas por ano e ainda opera abaixo do pico hist\u00f3rico de 2013.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":52774,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-52773","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"distributor_meta":false,"distributor_terms":false,"distributor_media":false,"distributor_original_site_name":"Noticias em Destaque","distributor_original_site_url":"https:\/\/noticiasdestaque.com.br","push-errors":false,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/noticiasdestaque.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52773","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/noticiasdestaque.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/noticiasdestaque.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiasdestaque.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiasdestaque.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=52773"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/noticiasdestaque.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52773\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiasdestaque.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/52774"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/noticiasdestaque.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=52773"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiasdestaque.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=52773"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiasdestaque.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=52773"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}