{"id":46180,"date":"2025-09-25T04:45:00","date_gmt":"2025-09-25T07:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/noticiasdestaque.com.br\/index.php\/2025\/09\/25\/setor-mineral-da-amazonia-quer-mostrar-na-cop-30-que-e-sustentavel\/"},"modified":"2025-09-25T04:45:00","modified_gmt":"2025-09-25T07:45:00","slug":"setor-mineral-da-amazonia-quer-mostrar-na-cop-30-que-e-sustentavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticiasdestaque.com.br\/index.php\/2025\/09\/25\/setor-mineral-da-amazonia-quer-mostrar-na-cop-30-que-e-sustentavel\/","title":{"rendered":"Setor mineral da Amaz\u00f4nia quer mostrar na COP 30 que \u00e9 sustent\u00e1vel"},"content":{"rendered":"<p>Abertura de um canal permanente de di\u00e1logo entre o setor p\u00fablico e a iniciativa privada. Este \u00e9 um dos principais avan\u00e7os obtidos no <strong>III Congresso T\u00e9cnico Simineral<\/strong>, realizado no dia 16 de setembro, em Santar\u00e9m, que teve como tema principal \u201c<strong>Rumo \u00e0 COP: Governan\u00e7a e Sustentabilidade na Amaz\u00f4nia<\/strong>\u201d e que reuniu representantes das principais companhias mineradoras que atuam no estado do Par\u00e1, autoridades nacionais, estaduais e municipais, membros da Academia e especialistas.<\/p>\n<p><strong>O evento foi aberto com falas de Marcello Brito, enviado especial da COP 30 e Secret\u00e1rio Executivo do Cons\u00f3rcio Amaz\u00f4nia, de Rodolfo Zahluth, Secret\u00e1rio Adjunto de Gest\u00e3o e Regularidade Ambiental da SEMAS (Par\u00e1), de Anderson Baranov, presidente do Simineral e CEO da Norsk Hydro Brasil, e de Carlos Martins, vice-prefeito de Santar\u00e9m.<\/strong><\/p>\n<p>Marcello Brito afirmou que um dos grandes problemas do Brasil \u00e9 a lentid\u00e3o das organiza\u00e7\u00f5es governamentais e a falta de planejamento, acrescentando que n\u00e3o se consegue entender por que um licenciamento ambiental no Brasil pode demorar at\u00e9 20 anos, numa \u00e9poca em que a Intelig\u00eancia Artificial se dissemina. Para ele, n\u00e3o faltam recursos para financiar a transi\u00e7\u00e3o verde, j\u00e1 que o mundo vive a maior liquidez financeira da hist\u00f3ria. Mas faltam projetos de qualidade para serem financiados. E lamenta o fato de o Brasil n\u00e3o ter planos consistentes para aproveitar esse momento, argumentando que o Pa\u00eds tem amplas possibilidades de fazer a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica de forma sustent\u00e1vel. Mas, em sua vis\u00e3o, a sociedade precisa entender que n\u00e3o h\u00e1 desenvolvimento econ\u00f4mico sem impactos. \u201cO importante \u00e9 entender esses impactos e identificar quais os processos de mitiga\u00e7\u00e3o que devem ser adotados\u201d. Nesse sentido, ele defende a necessidade de coes\u00e3o entre sociedade civil, setor privado e governos. No caso da Amaz\u00f4nia, Brito diz que \u00e9 preciso discutir a evolu\u00e7\u00e3o da bioeconomia, lembrando que o Brasil tem um ano inteiro de atua\u00e7\u00e3o pela frente, j\u00e1 que se manter\u00e1 na presid\u00eancia da <strong>COP <\/strong>at\u00e9 novembro de <strong>2026<\/strong>. Como mensagem final, ele diz que o Pa\u00eds precisa ter coragem para fazer as transforma\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias e que a sociedade deve dar o consentimento para isso. \u201cO Brasil precisa de um plano de longo prazo que agregue valor \u00e0 riqueza natural\u201d, finaliza.<\/p>\n<h2>Construindo agendas<\/h2>\n<p>O painel 1, que teve como tema \u201c<strong>COP30 &#8211; Construindo Agendas para o Par\u00e1 e para o Brasil<\/strong>\u201d, moderado por<strong> Ana Carolina Alves, presidente do Simineral e executiva da Vale, reuniu Alex Carvalho (Fiepa), Anderson Baranov (Simineral) e Rodolpho Zahluth (SEMAS)<\/strong>.<\/p>\n<p>Alex Carvalho tamb\u00e9m lembrou que a <strong>COP 30<\/strong> n\u00e3o se encerra em 22 de novembro de 2025 e elogiou que o setor mineral tenha sido um dos primeiros a se engajar no processo. Para ele, a <strong>COP 30<\/strong> \u00e9 uma excelente oportunidade para mostrar que o Par\u00e1 deve ser a primeira prov\u00edncia mineral do Pa\u00eds. E defendeu a necessidade de se avan\u00e7ar na cadeia de produ\u00e7\u00e3o, para que o estado possa diversificar o seu parque industrial atrav\u00e9s da minera\u00e7\u00e3o, lembrando que 45% da popula\u00e7\u00e3o do Par\u00e1 vive abaixo da linha de pobreza.<\/p>\n<p>Anderson Baranov, por sua vez, disse que a minera\u00e7\u00e3o \u201ctem que dar a cara a bater\u201d e que o setor est\u00e1 com foco no meio ambiente e nas pessoas. Com a quest\u00e3o das terras raras, a minera\u00e7\u00e3o voltou a ficar em destaque, pelo papel que pode desempenhar no combate \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, quando o Brasil recebe a <strong>COP 30<\/strong>. O executivo tamb\u00e9m elogiou a \u00eanfase que o setor tem dado ao desenvolvimento de fornecedores locais e a prioriza\u00e7\u00e3o de contrata\u00e7\u00e3o de pessoas do pr\u00f3prio estado, lembrando que, no caso da Hydro, cerca de 80% da for\u00e7a de trabalho \u00e9 formada por paraenses.<\/p>\n<p>Rodolpho Zahluth disse que um dos temas mais importantes na Amaz\u00f4nia \u00e9 a energia, ressaltando a necessidade de se promover a integra\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio com menor uso de energia f\u00f3ssil. E que o governo procura incentivar ao m\u00e1ximo as Parcerias P\u00fablico-Privadas.<\/p>\n<p>Carlos Martins, vice-prefeito de Santar\u00e9m, afirmou que a minera\u00e7\u00e3o \u00e9 cada vez mais importante para o estado do Par\u00e1 e que a Carta Santar\u00e9m (documento aprovado no final do congresso) vai ficar para a hist\u00f3ria. Ele reconheceu que h\u00e1 conflitos entre a minera\u00e7\u00e3o e o modo de vida da popula\u00e7\u00e3o, mas que a COP 30 possibilita um maior entendimento entre o setor e a popula\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m defendendo maior agrega\u00e7\u00e3o de valor \u00e0 produ\u00e7\u00e3o mineral.<\/p>\n<h2>Descarboniza\u00e7\u00e3o com a minera\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>O painel 2, com modera\u00e7\u00e3o de Rafael Benke (Proativa), debateu o papel dos minerais cr\u00edticos para a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, cr\u00e9ditos de carbono e conserva\u00e7\u00e3o florestal, reunindo <strong>Jana\u00edna Donas (ABAL), Rodrigo Lauria (Vale), Rodolpho Zahluth (SEMAS) e Miguel Castro (OCDE)<\/strong>.<\/p>\n<p>Jana\u00edna Donas disse que o alum\u00ednio \u00e9 estrat\u00e9gico para a descarboniza\u00e7\u00e3o e ressaltou a competitividade do Brasil em termos de matriz energ\u00e9tica limpa, al\u00e9m dos avan\u00e7os na quest\u00e3o da circularidade, lembrando que 60% do alum\u00ednio produzido no Brasil \u00e9 reciclado, enquanto a m\u00e9dia mundial \u00e9 de 30%. Essa vantagem competitiva, diz ela, foi constru\u00edda.<\/p>\n<p>Miguel Castro, da <strong>OCDE<\/strong>, observou que a demanda por minerais considerados estrat\u00e9gicos vai dobrar at\u00e9 2030 e quadruplicar at\u00e9 2040. Por\u00e9m, a produ\u00e7\u00e3o desses minerais est\u00e1 concentrada em 3 produtores, que respondem por mais de 2\/3 da produ\u00e7\u00e3o. Para ele, o Brasil det\u00e9m posi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica, em raz\u00e3o das reservas que possui, e pode se tornar protagonista como produtor e detentor de reservas. Para isso, no entanto, \u00e9 necess\u00e1rio que haja uma pol\u00edtica p\u00fablica com rela\u00e7\u00e3o a esses minerais.<\/p>\n<p>Rodrigo Lauria, da Vale, disse que as metas de redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es dos Escopos 1 e 2 s\u00e3o \u201cdever de casa\u201d das empresas, que a Vale est\u00e1 empenhada em substituir o \u00f3leo diesel de suas opera\u00e7\u00f5es (cerca de 1,2 bilh\u00e3o de litros por ano) e o combust\u00edvel em suas unidades de pelotiza\u00e7\u00e3o. Ele admite que a empresa est\u00e1 muito atr\u00e1s de onde deveria estar, mas lembra que a descarboniza\u00e7\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m uma decis\u00e3o econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Rodolpho Zahluth, por sua vez, disse que a o estado do Par\u00e1 tem priorizado o licenciamento de empreendimentos voltados \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de minerais estrat\u00e9gicos e que tem um programa de coopera\u00e7\u00e3o com a ANM para saber quem est\u00e1 pesquisando minerais estrat\u00e9gicos no estado. No entanto, falta que o governo federal defina o que pretende com rela\u00e7\u00e3o a esses minerais.<\/p>\n<h2>Minera\u00e7\u00e3o irregular x minera\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel<\/h2>\n<p>O terceiro painel discutiu os impactos da minera\u00e7\u00e3o ilegal e o papel da minera\u00e7\u00e3o legal no desenvolvimento sustent\u00e1vel, sob a <strong>modera\u00e7\u00e3o de Paula Marlieri (Hydro) e com a participa\u00e7\u00e3o de\u00a0Larissa Rodrigues (Instituto Escolhas)<\/strong>, <strong>Eduardo Le\u00e3o (G Mining), Adriano Espeschit (Belo Sun), Marcelo Moreno (SEMAS) e do General Vendramin (Comando Militar do Norte)<\/strong>.<br \/>\nPara Larissa Rodrigues, quem mais sofre com a extra\u00e7\u00e3o ilegal de ouro no Pa\u00eds em primeiro lugar \u00e9 o garimpo legal e depois as mineradoras, lembrando que a produ\u00e7\u00e3o de ouro registrada pelos garimpos no Pa\u00eds caiu 45% entre 2022 e 2023 e 84% entre 2022 e 2024. Um dos principais motivos para essa redu\u00e7\u00e3o foi o fim da \u201cpresun\u00e7\u00e3o de boa f\u00e9\u201d e a obrigatoriedade da nota fiscal eletr\u00f4nica nas transa\u00e7\u00f5es com ouro oriundo de garimpos, al\u00e9m da maior fiscaliza\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00f5es de combate ao garimpo ilegal, sobretudo em \u00e1reas ind\u00edgenas. Para Larissa, um dos caminhos mais vi\u00e1veis para a legalidade do garimpo seria a prolifera\u00e7\u00e3o das cooperativas.<\/p>\n<p>Eduardo Le\u00e3o disse que a empresa na qual atua, a GMining, tem procurado conviver com garimpeiros, inclusive incentivando-os a promover sua legaliza\u00e7\u00e3o e que a conviv\u00eancia entre a minera\u00e7\u00e3o empresarial e garimpeiros n\u00e3o tem sido conflituosa, pelo menos na \u00e1rea do Tapaj\u00f3s. No Maranh\u00e3o, a empresa tem feito acordos com garimpeiros numa \u00e1rea detida por ela em Gurupi, enquanto continua com as atividades de explora\u00e7\u00e3o e prepara\u00e7\u00e3o de um plano para implanta\u00e7\u00e3o de um empreendimento para produ\u00e7\u00e3o do metal.<\/p>\n<p>Adriano Espeschit afirmou que o garimpo traz problemas para a imagem das empresas legalizadas. Como forma de amenizar conflitos entre garimpeiros e a empresa, ele sugere o incentivo ao empreendedorismo.<\/p>\n<p>J\u00e1 Marcelo Moreno disse que o governo do Par\u00e1 tem procurado promover um processo de inclus\u00e3o social da m\u00e3o de obra de garimpos e paralelamente adotar a\u00e7\u00f5es de fechamento de lavras irregulares. Ao mesmo tempo, busca legalizar opera\u00e7\u00f5es, atrav\u00e9s da emiss\u00e3o de licen\u00e7as ambientais. Ele informou que at\u00e9 o final de 2025 ser\u00e3o realizadas 25 audi\u00eancias para emiss\u00e3o de <strong>Licen\u00e7a Pr\u00e9via (LP)<\/strong>.<\/p>\n<p>O general Vendramin informou que o Ex\u00e9rcito tem realizado diversas opera\u00e7\u00f5es de combate \u00e0 extra\u00e7\u00e3o ilegal de ouro na Amaz\u00f4nia, mas que \u00e9 uma luta muito dif\u00edcil. Segundo ele, na Amaz\u00f4nia Oriental foram realizadas, em 2024, nada menos que 1 mil a\u00e7\u00f5es de combate ao garimpo ilegal, sobretudo em territ\u00f3rios ind\u00edgenas. E na Amaz\u00f4nia Ocidental o n\u00famero de a\u00e7\u00f5es chegou a 2 mil. Para o general, o crime organizado est\u00e1 fortemente inserido na atividade garimpeira e inclusive prepara vereadores e deputados. Essa atua\u00e7\u00e3o, conforme o general, come\u00e7a com pistas de pouso e se intensifica com o dom\u00ednio econ\u00f4mico local. Para ele, uma forma de amenizar isso seria uma maior presen\u00e7a do poder p\u00fablico nessas localidades. E prop\u00f5e um pacto conciliat\u00f3rio.<\/p>\n<h2>Minera\u00e7\u00e3o e desenvolvimento econ\u00f4mico-social<\/h2>\n<p>A minera\u00e7\u00e3o como fator de desenvolvimento econ\u00f4mico e social foi o tema do Painel 4, que reuniu dois membros do <strong>Minist\u00e9rio Publico (Paulo de Tarso, do MPF e Herena Mau\u00e9s, do MPE) <\/strong>e o <strong>Diretor de Opera\u00e7\u00f5es da Ero Copper, Aldo Lenzi<\/strong>. O mote da discuss\u00e3o foi investimento social, di\u00e1logo com as comunidades e transi\u00e7\u00e3o justa.<\/p>\n<p>Herena Mau\u00e9s, do <strong>MPE<\/strong>, enfatizou que \u00e9 preciso se distinguir entre aquilo que s\u00e3o condicionantes e o que de fato \u00e9 compensa\u00e7\u00e3o efetiva, argumentando que o investimento precisa trazer desenvolvimento socioecon\u00f4mico de fato. Ela observou que a OIT 169 parece um terror para o empreendedor, que v\u00ea a exig\u00eancia como um obst\u00e1culo e n\u00e3o como um instrumento efetivo de consulta \u00e0s comunidades. Para ela, trata-se de um processo necess\u00e1rio, que deve ser seguido e respeitado pelas empresas, que precisam ser \u00e9ticas e adotar boas pr\u00e1ticas colaborativas.<\/p>\n<p>Paulo de Tarso ressaltou que o bem mineral \u00e9 da Uni\u00e3o e deve ser lavrado no interesse da coletividade, ou seja, \u201colhar com o olhar do outro\u201d. Ele disse, ainda, que o Minist\u00e9rio P\u00fablico precisa ser visto como parceiro no processo \u2013 e n\u00e3o como advers\u00e1rio \u2013 porque \u201cprevine um mal maior\u201d. Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 OIT 169, o promotor argumenta que a consulta deve ser feita pelo estado e que n\u00e3o se deve querer o enfraquecimento de organismos como a Funai e Incra, porque isto \u00e9 prejudicial aos neg\u00f3cios, em longo prazo.<\/p>\n<p>Aldo Lenzi, citando exemplos de pr\u00e1ticas adotadas pela Ero Copper em seu projeto Tucum\u00e3, no estado do Par\u00e1, disse que a empresa se entende com as comunidades e tem seu empreendimento apoiado por elas. Ele recomenda que, antes de iniciar a implanta\u00e7\u00e3o de um projeto, a empresa deve investir em um correto diagn\u00f3stico da comunidade, para conhecer sua realidade e identificar problemas em cuja solu\u00e7\u00e3o a empresa pode colaborar. \u201cIsto \u00e9 essencial\u201d.<\/p>\n<h2>Indo al\u00e9m das obriga\u00e7\u00f5es legais<\/h2>\n<p>O \u00faltimo painel do congresso teve como tema \u201cBeyond Compliance\u201d e discutiu como as empresas podem ir al\u00e9m das obriga\u00e7\u00f5es regulat\u00f3rias, tendo como <strong>moderadora Patr\u00edcia Proc\u00f3pio e como debatedores Miguel Castro (OCDE), Henrique Anadan (Alcoa) e Rafael Benke (Proativa)<\/strong>.<\/p>\n<p>Miguel Castro disse que 70% dos pa\u00edses da Europa j\u00e1 incorporam leis de regula\u00e7\u00e3o ambiental, mas v\u00e1rias empresas se antecipam a essas regula\u00e7\u00f5es, de forma proativa.<\/p>\n<p>Rafael Benke seguiu na mesma linha, afirmando que muitas empresas adotaram pr\u00e1ticas de ESG bem antes de que elas virassem moda e que tem havido um verdadeiro engajamento por parte de muitas companhias do setor nas metas de descarboniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Henrique Anadan, por sua vez, afirmou que a Alcoa tamb\u00e9m age proativamente, mencionando a ado\u00e7\u00e3o de lavra de bauxita com recupera\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea em <strong>Juruti (PA) <\/strong>e a dragagem do porto (tamb\u00e9m em Juruti), que n\u00e3o estava prevista em projeto. Al\u00e9m disso, a empresa adota pr\u00e1ticas de economia circular e descarboniza\u00e7\u00e3o, com redu\u00e7\u00e3o de 50% das emiss\u00f5es de escopo 1 at\u00e9 2030. Ele acrescentou que os acordos de <strong>PPP <\/strong>firmados pela Alcoa no Par\u00e1 somam mais de R$ 7 milh\u00f5es nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Camargo, diretor de <strong>Planejamento e Pol\u00edtica Mineral do MME<\/strong>, queixou-se do contingenciamento dos 7% da <strong>CFEM <\/strong>que cabem \u00e0<strong> ANM (Ag\u00eancia Nacional de Minera\u00e7\u00e3o)<\/strong> e disse que, mesmo assim, o MME conseguiu R$ 1 bilh\u00e3o para a ag\u00eancia. Ele fez a promessa de que os dados da <strong>ANM <\/strong>ser\u00e3o disponibilizados online, em tempo real e que o governo est\u00e1 em vias de anunciar a <strong>Pol\u00edtica Nacional de Minerais Estrat\u00e9gicos<\/strong>.<\/p>\n<p>Patr\u00edcia Proc\u00f3pio, fechando o painel, disse que a minera\u00e7\u00e3o deve \u201colhar o passado e pensar no futuro com o legado que vai deixar\u201d.<\/p>\n<p>O congresso foi encerrado com a assinatura da Carta Santar\u00e9m, documento firmado entre o Simineral e a SEMAS objetivando o levantamento e an\u00e1lise de todos os dados de desempenho da minera\u00e7\u00e3o paraense no que se refere \u00e0 sustentabilidade. Veja mais clicando <a href=\"https:\/\/www.brasilmineral.com.br\/noticias\/carta-santarem-sela-compromisso-entre-simineral-e-semas-para-radiografia-da-mineracao-no\" target=\"_blank\">aqui<\/a>.<\/p>\n<p>\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/brasil61.com\/api\/v1\/serve_pixel\/17677\/84816\" alt=\"Pixel Brasil 61\" class=\"b61_pixel\" width=\"0\" height=\"0\"><\/p>\n<input type=\"hidden\" id=\"baseurl\" value=\"https:\/\/noticiasdestaque.com.br\"><input type=\"hidden\" id=\"audio_nonce\" value=\"6a24ca502e\">","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Evento teve como tema principal \u201cRumo \u00e0 COP: Governan\u00e7a e Sustentabilidade na Amaz\u00f4nia\u201d e que reuniu representantes das principais companhias mineradoras que atuam no estado do Par\u00e1, autoridades nacionais, estaduais e municipais, membros da Academia e especialistas.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":46181,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-46180","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"distributor_meta":false,"distributor_terms":false,"distributor_media":false,"distributor_original_site_name":"Noticias em Destaque","distributor_original_site_url":"https:\/\/noticiasdestaque.com.br","push-errors":false,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/noticiasdestaque.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46180","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/noticiasdestaque.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/noticiasdestaque.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiasdestaque.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiasdestaque.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=46180"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/noticiasdestaque.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46180\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiasdestaque.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/46181"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/noticiasdestaque.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=46180"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiasdestaque.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=46180"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiasdestaque.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=46180"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}