{"id":14959,"date":"2024-07-30T00:04:00","date_gmt":"2024-07-30T03:04:00","guid":{"rendered":"https:\/\/noticiasdestaque.com.br\/index.php\/2024\/07\/30\/inverno-internacoes-por-infarto-aumentam-e-ha-maior-risco-de-avc\/"},"modified":"2024-07-30T00:04:00","modified_gmt":"2024-07-30T03:04:00","slug":"inverno-internacoes-por-infarto-aumentam-e-ha-maior-risco-de-avc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticiasdestaque.com.br\/index.php\/2024\/07\/30\/inverno-internacoes-por-infarto-aumentam-e-ha-maior-risco-de-avc\/","title":{"rendered":"Inverno: interna\u00e7\u00f5es por infarto aumentam e h\u00e1 maior risco de AVC"},"content":{"rendered":"<p>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<audio controls class=\"b61_audio_player\" data-noticia=\"73656\" src=\"https:\/\/brasil61.com\/rails\/active_storage\/blobs\/eyJfcmFpbHMiOnsibWVzc2FnZSI6IkJBaHBBd2JvQWc9PSIsImV4cCI6bnVsbCwicHVyIjoiYmxvYl9pZCJ9fQ==--c1ded9327a142f72e2592444e40bf4bc432ba68d\/BRAS2412246A\"><\/audio><\/p>\n<p>Dados do Observat\u00f3rio de Sa\u00fade Cardiovascular do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), com base em informa\u00e7\u00f5es do Datasus (de 2008 a 2023), do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, apontam que h\u00e1 um aumento de interna\u00e7\u00f5es por infarto no inverno. O aumento chega a at\u00e9 12% no Brasil, em pessoas que apresentam fatores de risco. J\u00e1 em n\u00edvel mundial, o \u00edndice chega a 30%.<\/p>\n<p>Segundo o cardiologista e coordenador assistencial do INC, \u00f3rg\u00e3o do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, Alexandre Rouge, a rela\u00e7\u00e3o do infarto com o inverno pode ser explicada principalmente por dois fatores: o organismo humano trabalha mais para se manter aquecido e, durante o inverno, h\u00e1 aumento das infec\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias \u2013 em ambos os casos, h\u00e1 impactos ao cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cEnt\u00e3o, voc\u00ea tem um aumento dos n\u00edveis de horm\u00f4nios circulantes para poder aumentar a circula\u00e7\u00e3o, poder contrair um pouco os vasos e diminuir a perda de temperatura para o ambiente, isso automaticamente leva a um aumento do trabalho card\u00edaco para poder tentar preservar a temperatura do corpo para as temperaturas muito frias\u201d, ressalta Rouge.<\/p>\n<p>O especialista alerta para aumento das infec\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias durante o inverno, que podem desencadear doen\u00e7as do cora\u00e7\u00e3o j\u00e1 existentes.<\/p>\n<p>\u201cPor outro lado, tamb\u00e9m a gente sabe que no inverno h\u00e1 um aumento das infec\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias, que s\u00e3o um fator que pode descompensar tanto doen\u00e7as card\u00edacas pr\u00e9-existentes, quanto doen\u00e7as card\u00edacas isqu\u00eamicas, o que levaria a infarto. Mas tamb\u00e9m, por exemplo, pacientes com insufici\u00eancia card\u00edaca, que poderia levar \u00e0 descompensa\u00e7\u00e3o da insufici\u00eancia card\u00edaca nesses pacientes\u201d, aponta Rouge.<\/p>\n<p>O cardiologista Alexandre Rouge destaca que a diferen\u00e7a percentual de interna\u00e7\u00f5es por doen\u00e7as cardiovasculares no inverno no Brasil, bem menor em\u00a0compara\u00e7\u00e3o a outros pa\u00edses,\u00a0\u00e9 explicada pelo fato do pa\u00eds ser tropical.<\/p>\n<p>\u201cA diferen\u00e7a \u00e9 estarmos aqui num pa\u00eds tropical, diferente de pa\u00edses do hemisf\u00e9rio norte, onde as temperaturas chegam muito mais baixas no inverno, e com isso, voc\u00ea tem mais aparecimento de infec\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias e mais altera\u00e7\u00f5es dessas baixas temperaturas no funcionamento do nosso corpo\u201d, diz Rouge.\u00a0<\/p>\n<p>Apesar de n\u00e3o ter dados suficientes, ele afirma que \u00e9 poss\u00edvel apontar que o alto \u00edndice vacinal dos brasileiros tamb\u00e9m pode explicar a diferen\u00e7a percentual entre o Brasil em rela\u00e7\u00e3o ao mundo. \u201cA gente pode inferir que no Brasil a gente tem campanhas vacinais mais amplas que em v\u00e1rios pa\u00edses do hemisf\u00e9rio norte. Essa boa cobertura vacinal leva a um menor n\u00famero de infec\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias e, com isso, menos descompensa\u00e7\u00e3o das doen\u00e7as card\u00edacas\u201d, destaca.<\/p>\n<h2>Grupos de risco e preven\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>O grupo com mais chance de infartar no inverno s\u00e3o as pessoas com doen\u00e7a card\u00edaca pr\u00e9-existente, seja isqu\u00eamica, insufici\u00eancia card\u00edaca ou doen\u00e7a cardiovascular grave. Rouge aponta ainda aqueles que n\u00e3o estejam vacinados e mais propensos a ter infec\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias e pessoas com fatores de risco descontrolados, como diabetes, press\u00e3o arterial fora do alvo e lip\u00eddios mais elevados.<\/p>\n<p>\u201cPessoas que estejam com fatores de risco propensos a aparecimento de doen\u00e7as cardiovasculares e a\u00ed a temperatura ou uma infec\u00e7\u00e3o pode funcionar como gatilho para a descompensa\u00e7\u00e3o dessa doen\u00e7a\u201d, afirma Alexandre Rouge.<\/p>\n<p>A t\u00e9cnica em enfermagem da Estrat\u00e9gia da Fam\u00edlia Viva Mais, da Unidade B\u00e1sica de Sa\u00fade (UBS) S\u00e3o Pedro, de Tr\u00eas de Maio (RS), Bianca Jost, j\u00e1 presenciou dezenas de mortes por infarto durante o frio.\u00a0Ela relaciona o aumento de interna\u00e7\u00f5es e at\u00e9 de \u00f3bitos por infarto no inverno \u00e0 falta de cuidado dos pacientes com a sa\u00fade, apesar dos profissionais alertarem quanto aos riscos.<\/p>\n<p>\u201cEu afiro a press\u00e3o do pessoal antes da consulta. Quando esfria, a press\u00e3o do pessoal vai l\u00e1 nas alturas. S\u00f3 que parece que eles n\u00e3o d\u00e3o bola, levam na brincadeira. Hoje em dia o pessoal fala: \u201cah n\u00e3o, \u00e9 s\u00f3 tomar um comprimido que ajuda\u201d. Eles n\u00e3o querem se cuidar, mudar a alimenta\u00e7\u00e3o. Da\u00ed a gente fala que essa press\u00e3o est\u00e1 alta hoje. E eles mesmos falam, \u201c\u00e9 por causa do frio\u201d. Eu acho que o tanto tem a ver com isso. O pessoal n\u00e3o se cuida nem um pouco\u201d, avalia Jost.<\/p>\n<p><strong>Dicas para prevenir risco de infarto durante o inverno:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Controlar os fatores de risco, ou seja, ter alimenta\u00e7\u00e3o adequada e controlar as taxas de glicemia e de lip\u00eddios;<\/li>\n<li>Manter a atividade f\u00edsica, mesmo nos per\u00edodos de inverno;<\/li>\n<li>Manter as vacinas em dia.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s vacinas, \u00a0o cardiologista Alexandre Rouge alerta: \u201cInclusive gripe, covid\u00a0e todas as vacinas que v\u00eam antes do per\u00edodo de inverno para que no per\u00edodo de inverno esteja preparado e com menos possibilidade de adquirir infec\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias ou mesmo adquirir infec\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias graves\u201d, pontua.<\/p>\n<h2>AVC<\/h2>\n<p>De acordo com Instituto Nacional de Cardiologia, as baixas temperaturas podem aumentar em at\u00e9 30% a incid\u00eancia de Acidente Vascular Cerebral (AVC). O que explica o aumento \u00e9 que o frio eleva a press\u00e3o arterial \u2013 um consider\u00e1vel fator de risco para a doen\u00e7a.\u00a0<\/p>\n<p>O neurocirurgi\u00e3o e especialista em doen\u00e7as cerebrovasculares, Victor Hugo Esp\u00edndola, explica que em temperaturas mais baixas\u00a0h\u00e1 uma produ\u00e7\u00e3o de catecolamina no organismo \u2013 uma subst\u00e2ncia que acelera o metabolismo para preservar o calor do corpo. O processo leva \u00e0 contra\u00e7\u00e3o dos vasos sangu\u00edneos e eleva a press\u00e3o arterial, o que exige mais esfor\u00e7o do cora\u00e7\u00e3o para bombear o sangue.<\/p>\n<p>\u201cO aumento da press\u00e3o \u00e9 um dos principais fatores de risco para AVC, tanto o isqu\u00eamico como hemorr\u00e1gico. Ent\u00e3o, por si s\u00f3, j\u00e1 \u00e9 uma justificativa. E a vasoconstri\u00e7\u00e3o, quando as art\u00e9rias estreitam, por exemplo, voc\u00ea j\u00e1 tem uma doen\u00e7a pr\u00e9via. Uma art\u00e9ria ali que j\u00e1 tem uma placa de gordura, na hora que ela estreita, o fluxo sangu\u00edneo pode interromper completamente ou pode ficar deficit\u00e1rio e isso da\u00ed tamb\u00e9m \u00e9 um dos fatores de risco\u201d, salienta Esp\u00edndola<\/p>\n<p>O especialista destaca, ainda, que a alimenta\u00e7\u00e3o durante o inverno tamb\u00e9m explica a tend\u00eancia de aumento de incid\u00eancia de AVC no frio, al\u00e9m da desidrata\u00e7\u00e3o \u2013 j\u00e1 que a tend\u00eancia \u00e9 beber menos \u00e1gua no frio. \u201c Quando est\u00e1 mais frio, as pessoas tendem a comer mais, tendem a usar mais \u00e1lcool, com o uso abusivo de \u00e1lcool quando est\u00e1 frio. Desidrata\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 uma coisa importante. Normalmente, quando est\u00e1 frio, a gente bebe pouca \u00e1gua, ent\u00e3o tem uma chance maior de desidratar. Isso \u00e9 fator de risco\u201d, diz Esp\u00edndola.\u00a0<\/p>\n<p>Para a neurocirurgia, a preven\u00e7\u00e3o \u00e9 feita ao longo do tempo e anterior ao inverno, com a ado\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de h\u00e1bitos saud\u00e1veis ao longo da vida, como\u00a0praticar atividades f\u00edsicas, ir regularmente ao m\u00e9dico e evitar o tabagismo e o sedentarismo.<br \/>\n\u00a0<\/p>\n<p>\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/brasil61.com\/api\/v1\/serve_pixel\/17677\/73656\" alt=\"Pixel Brasil 61\" class=\"b61_pixel\" width=\"0\" height=\"0\"><\/p>\n<input type=\"hidden\" id=\"baseurl\" value=\"https:\/\/noticiasdestaque.com.br\"><input type=\"hidden\" id=\"audio_nonce\" value=\"6a24ca502e\">","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dados do Observat\u00f3rio de Sa\u00fade Cardiovascular do Instituto Nacional de Cardiologia (INC) apontam que h\u00e1 um aumento de interna\u00e7\u00f5es por infarto no inverno. 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