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Eleições 2026: conheça o perfil dos candidatos ao Senado

20 de agosto de 2026
no Política
Tempo De Leitura: 5 mins read
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Eleições 2026: conheça o perfil dos candidatos ao Senado

Nas eleições gerais deste ano, os eleitores escolherão dois senadores, ou seja, no dia 4 de outubro, cada eleitor deverá votar duas vezes para o Senado na urna eletrônica. Isso ocorre porque o pleito de 2026 renovará dois terços das 81 cadeiras da Casa, com a eleição de dois representantes por estado e pelo Distrito Federal. 

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Ao todo, 314 candidatos disputam as 54 vagas, o que representa uma média de 5,8 concorrentes por cadeira. O perfil predominante é de homens, brancos, casados, com ensino superior completo e idade a partir dos 50 anos.

Os dados constam na aba de estatísticas e perfil de candidaturas, disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Perfil é majoritariamente masculino

Dos 314 concorrentes ao Senado, 245 são homens, o equivalente a 78% do total, enquanto 69 são mulheres, ou 22%. 

A participação feminina é superior à registrada em 2018, quando as mulheres representavam 17,3% das candidaturas ao Senado. Em oito anos, a proporção cresceu 4,7 pontos percentuais, embora tenha permanecido praticamente estável em relação a 2022, quando era de cerca de 22,5%. 

A maioria dos candidatos de 2026 se declara branca: são 191 pessoas, ou 60,8% do total. Outros 89 se declaram pardos, 28 pretos, quatro indígenas e dois amarelos. 

Somadas, as candidaturas de pessoas que se declaram pretas ou pardas chegam a 117, o equivalente a 37,3% do total. Em 2018, essas duas categorias representavam juntas 33,5% dos candidatos. No mesmo período, a participação de pessoas brancas caiu de 65,6% para 60,8%. 

Maioria têm pelo menos 50 anos

Ao todo, 205 candidatos têm 50 anos ou mais, o equivalente a 65,3% do total. A maior concentração está entre os candidatos de 40 a 49 anos, faixa que reúne 86 pessoas. Em seguida, aparecem:

  • 50 e 59 anos: 85 candidatos;
  • 60 e 69 anos: 84;
  • 70 e 79 anos: 33;
  • 35 e 39 anos: 23;
  • 80 anos ou mais: 3.

Quase 80% têm ensino superior

Quase quatro em cada cinco candidatos ao Senado têm ensino superior completo. São 248 concorrentes, ou 79% do total. Outros 21, equivalentes a 6,7%, declararam ter ensino superior incompleto.

O ensino médio completo foi informado por 36 candidatos, ou 11,5%. Há ainda cinco concorrentes com ensino médio incompleto, dois com ensino fundamental completo, um com ensino fundamental incompleto e um que declarou saber ler e escrever. 

A proporção de candidatos com diploma de ensino superior permanece próxima à observada em 2022, quando representava 80,4% do total. 

Em relação ao estado civil, 194 candidatos são casados, o equivalente a 61,8%. Outros 72 são solteiros, 41 divorciados, quatro viúvos e três separados judicialmente. 

Advogados lideram entre as ocupações declaradas

Advogado é a ocupação mais declarada entre os candidatos ao Senado, com 36 concorrentes, ou 11,5% do total. Na sequência, aparecem: 

  • 29 deputados; 
  • 27 empresários;
  • 20 senadores;
  • 16 médicos;
  • 15 engenheiros. 

Embora 32 senadores em exercício estejam entre os candidatos, 12 optaram por declarar outras ocupações, como advogado, empresário, jornalista, administrador, agricultor e professor. 

PL concentra o maior número de candidatos 

As 314 candidaturas estão distribuídas entre 29 partidos. O Partido Liberal (PL) reúne o maior número de candidatos, com 33, e também apresenta a maior presença nacional, com concorrentes em 25 das 27 unidades da Federação. 

Na sequência aparecem:

  • Unidade Popular (UP): 23 candidatos;
  • Partido Socialismo e Liberdade (PSOL): 21;
  • Movimento Democrático Brasileiro (MDB): 19;
  • Partido dos Trabalhadores (PT): 19;
  • Democracia Cristã (DC): 18;
  • Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU): 17;
  • Partido Social Democrático (PSD): 15;
  • Novo: 14;
  • Partido da Causa Operária (PCO): 14;
  • Republicanos: 12;
  • Democrata: 11;
  • União: 10;
  • Progressistas (PP): 10;
  • Partido Socialista Brasileiro (PSB): 10;
  • Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB): 8;
  • Avante: 8;
  • Partido Democrático Trabalhista (PDT): 8;
  • Podemos (PODE): 7;
  • Agir: 7;
  • Rede Sustentabilidade (REDE): 6;
  • Mobiliza: 6;
  • Missão: 5;
  • Partido Renovação Democrática (PRD): 3;
  • Cidadania: 3;
  • Partido Comunista Brasileiro (PCB): 2;
  • Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB): 2;
  • Partido Verde (PV): 2;
  • Solidariedade: 1.

Apenas o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) não apresentou candidato próprio ao Senado. A legenda integra a Federação Brasil da Esperança, ao lado do PT e do Partido Verde (PV). 

Piauí tem maior concorrência por vaga

O número de candidatos varia de sete a 20 entre os estados e o Distrito Federal. 

O Piauí concentra a maior disputa, tanto em números absolutos quanto na proporção por vaga: são 20 candidatos para duas cadeiras, ou seja, dez concorrentes por vaga. Em seguida, aparecem: 

  • Minas Gerais, com 17 candidatos, ou 8,5 por vaga;
  • Rio de Janeiro, com 16, ou oito por vaga;
  • São Paulo, com 15, ou 7,5 por vaga.

Alagoas registra o menor número de concorrentes: são sete candidatos para duas vagas, média de 3,5 por cadeira. 

Quando os dados são agrupados por região e considerados proporcionalmente ao número de vagas, o Sudeste apresenta a maior média de candidatos por cadeira, com 59 concorrentes para oito vagas, ou 7,4 por vaga. 

Nas demais regiões, a distribuição é a seguinte: 

  • Nordeste: 103 candidatos para 18 vagas;
  • Norte: 73 candidatos para 14 vagas;
  • Centro-Oeste: 44 candidatos para oito vagas;
  • Sul: 35 candidatos para seis vagas.

A base de dados do TSE também mostra que 210 candidatos, ou 66,9% do total, nasceram na mesma unidade da Federação em que disputam a eleição. Outros 104, equivalentes a 33,1%, nasceram em outro estado. 

No entanto, a informação se refere exclusivamente ao local de nascimento e não indica o local de residência atual nem onde o candidato desenvolveu sua trajetória profissional ou política.

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